Índices econômicos hoje

Cada índice serve para uma coisa. Aqui você vê a competência do dado, o acumulado em 12 meses e para que cada um é usado na prática.

Inflação

Variação mensal e acumulado em 12 meses, com a competência do dado

  • IPCAIPCA
    -0,32%% no mês · competência agosto de 2026
    IPCA hoje
  • IGP-MIGPM
    -0,22%% no mês · competência agosto de 2026
    IGP-M hoje
  • INPCINPC
    -0,32%% no mês · competência agosto de 2026
    INPC hoje

Índice econômico não é cotação. Não muda durante o dia, não tem compra e venda, e não vale a mesma coisa para todo mundo.

Cada um mede algo diferente e é usado em contratos diferentes. Escolher o errado, num contrato de aluguel ou de financiamento, muda quanto você paga por anos.

Por isso estas páginas mostram a competência do dado — o mês a que ele se refere — em vez de hora de coleta, e explicam para que cada índice é usado.

Qual índice serve para quê

A confusão mais cara acontece entre os índices de inflação. Eles medem coisas diferentes e o resultado diverge bastante ao longo de um ano.

IPCA — é a inflação oficial do Brasil, calculada pelo IBGE. Mede o consumo de famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos. É a meta que o Banco Central persegue, e a referência para correção de contrato de longo prazo e de benefícios.

INPC — também do IBGE, mas mede famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos, dando mais peso a alimentação e transporte. Costuma ser usado em reajuste salarial e em negociação sindical.

IGP-M — calculado pela FGV, é o mais conhecido do brasileiro por causa do aluguel. Ele não mede só o consumo: 60% do índice vem de preços no atacado, que reagem antes e com mais força ao câmbio e às commodities. Por isso o IGP-M pode disparar ou até ficar negativo enquanto o IPCA se move pouco.

INCC — também da FGV, mede o custo da construção civil. Aparece em contrato de imóvel na planta, corrigindo as parcelas durante a obra.

Os de juros funcionam por outra lógica:

Selic — a taxa básica definida pelo Banco Central. É o piso do custo do dinheiro na economia e a referência para o Tesouro Selic e para a poupança quando ela está acima de 8,5% ao ano.

CDI — a taxa dos empréstimos entre bancos, que anda muito próxima da Selic. É a referência da maioria dos investimentos de renda fixa privada, como CDB e LCI.

Por que o IGP-M do aluguel dói mais

O IGP-M ficou conhecido como "o índice do aluguel" porque a maioria dos contratos residenciais o adota, por tradição do mercado imobiliário.

Mas ele foi criado para medir inflação ampla, incluindo atacado, e é muito mais sensível ao dólar do que o IPCA. Quando o câmbio dispara, o IGP-M dispara junto — e o inquilino recebe um reajuste que não tem relação com o custo de morar naquele imóvel.

Foi o que aconteceu em 2020 e 2021, quando o IGP-M acumulou variação muito acima do IPCA no mesmo período, e muitos contratos foram renegociados fora da regra.

A lei não obriga nenhum índice específico. O contrato de locação pode adotar IPCA, IGP-M, INPC ou outro, desde que esteja escrito. Vale conferir qual está no seu antes de aceitar o reajuste — e, na renovação, é ponto negociável.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre IPCA e IGP-M?

O IPCA mede preços ao consumidor e é a inflação oficial. O IGP-M tem 60% de peso em preços no atacado, o que o torna muito mais sensível ao câmbio. Por isso os dois podem divergir bastante no mesmo período.

Qual índice devo usar no contrato de aluguel?

A lei não obriga nenhum. O contrato define, e é negociável. O IGP-M é tradicional no mercado imobiliário, mas o IPCA costuma oscilar menos.

Com que frequência os índices são atualizados?

Mensalmente, na data em que o órgão responsável divulga. Cada página mostra a competência do dado — o mês a que ele se refere — em vez de hora de coleta.

De onde vêm os dados?

Das séries publicadas pelo Banco Central no sistema SGS, que consolida números do IBGE, da FGV e do próprio Banco Central. A fonte de cada índice aparece na página correspondente.

O que é o acumulado em 12 meses?

É a variação somada dos últimos doze meses de competência, e não a soma simples dos percentuais. É o número usado em reajuste anual de contrato.

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